terça-feira, 12 de maio de 2020

Ashwagandha: você conhece?


A Ashwagandha (ou ginseng indiano), é usada há muito tempo pela medicina tradicional indiana com objetivo de aumentar a vitalidade e longevidade. Conheça!

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segunda-feira, 11 de maio de 2020

7 dúvidas comuns sobre o uso de máscaras durante a pandemia do Coronavírus

Todos já sabem que para passarmos em segurança por essa pandemia que aflige o mundo no momento devemos investir em algumas medidas de segurança, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão, cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar, permanecer em isolamento social e evitar contato com outras pessoas.

 

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Porém, quando o assunto são as máscaras de proteção surgem muitas dúvidas: todos devem usar? Como devem ser usadas? Todos os tipos de máscara são eficientes? Como garantir sua eficácia? Para sanar essas e outras questões, reunimos um time de especialistas para esclarecer as informações mais importantes sobre o uso desses equipamentos de proteção. Confira:

Todos devem usar máscara? Sim! “Estudos mostraram que muitas pessoas são assintomáticas ao Coronavírus, ou seja, podem ter e transmitir o vírus mesmo sem apresentarem nenhum sintoma. Além disso, descobriu-se que as micropartículas do Coronavírus podem permanecer no ar por mais tempo do que se pensava”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A solução então é investir no uso das máscaras para nos mantermos protegidos.

Por quanto tempo posso usar a mascará antes de jogá-la fora? Depende do tipo. “Enquanto as máscaras cirúrgicas descartáveis devem ser jogadas fora após 4 horas de uso ou quando ficarem úmidas, as máscaras N95 têm duração de doze horas. Já as máscaras de tecido feitas em casa podem ser reutilizadas, desde que sejam devidamente lavadas com água quente e sabão após cada uso ou ao ficarem úmidas”, afirma a dermatologista e tricologista Dra. Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.

As máscaras de pano são realmente eficazes? Com certeza. Na verdade, o ideal é que a população geral dê preferência ao uso das máscaras de pano no lugar das máscaras profissionais. “As máscaras cirúrgicas descartáveis e as máscaras N95 estão em falta e com preços altos, então devemos deixá-las disponíveis para os profissionais de saúde, que estão mais expostos ao vírus, e optar por fazer máscaras caseiras com tecidos de trama fechada. Existem muitos tutoriais na internet sobre como fabricá-las”, aconselha a Dra. Paola.

A barba impede a eficácia da máscara? Devo tirá-la? Os pelos faciais podem impedir a vedação adequada da máscara. Apesar disso, o dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, ressalta que ainda não existe uma recomendação dos órgãos sanitários para que homens retirem a barba. “No momento, não existe um consenso da comunidade científica sobre o assunto”, ressalta o médico. Isso não quer dizer, porém, que você não possa tomar alguns cuidados extras com relação à barba para evitar o contágio pelo Coronavírus. “Nesse momento, o ideal é que, se possível, você remova a barba por completo. É uma preocupação a menos. Mas, caso você queira continuar com a barba, é fundamental tomar alguns cuidados, como aparar os pelos com frequência, mantê-los curtos e higienizar muito bem a região todos os dias”, recomenda a Dra. Paola Pomerantzeff.

Posso usar maquiagem por baixo da máscara? Não! “As sujidades da maquiagem que ficam acumuladas nas máscaras podem levar a diminuição da filtragem do ar, reduzindo sua eficácia na hora de impedir a passagem de agentes patógenos como o novo Coronavírus”, alerta a Dra. Kédima Nassif. Por isso, o recomendado é que antes de usar a máscara, independentemente do tipo, você evite aplicar qualquer tipo de maquiagem na pele, seja pó, base, batom ou blush. “Porém, caso você se esqueça e utilize a máscara por cima da maquiagem, o ideal é descartá-la logo em seguida, salvo nos casos de máscaras caseiras de tecido, que devem ser lavadas.”

O uso de máscara me causa espinha. É normal? O que fazer? “O uso excessivo de máscaras pode sim causar acne, além de alergias, já que desidrata a pele e obstrui os poros. Por isso, é importante evitar ao máximo sair de casa para reduzir o uso desses equipamentos”, afirma a Dra. Paola. Porém, como eventualmente há a necessidade de romper o isolamento social e, nesses casos, o uso de máscara é imprescindível, o ideal para evitar tais problemas é apostar nos cuidados com a pele seguindo as orientações de seu dermatologista. “Comece realizando a higienização da face com sabonetes específicos para o seu tipo de pele, apostando nos sabonetes líquidos com ativos seborreguladores caso sua pele seja oleosa ou nos mousses de limpeza mais hidratantes para peles secas”, recomenda. Logo depois, é indicada a tonificação da pele e, então, a hidratação. “Se a sua pele está mais sensível ou irritada devido às máscaras, utilize também antes do hidratante uma máscara (cosmética) com ativos calmantes. Aloe vera e alfa-bisabolol são boas opções”, diz a médica. Para finalizar, não se esqueça do uso do fotoprotetor, que deve ser aplicado e reaplicado mesmo dentro de casa.

Que outros cuidados devo tomar na hora de utilizar as máscaras? Além de tomar os cuidados citados acima, é importante também que você preste atenção ao manusear a máscara. “Para impedir a contaminação e garantir a eficácia do equipamento é fundamental que você se certifique que ele está cobrindo corretamente a boca e o nariz. Além disso, na hora de colocar e retirar a máscara, segure-a apenas pelas alças. Por fim, lembre-se de lavar bem as mãos com água e sabão antes e depois de cada uso”, finaliza a Dra. Kédima Nassif.

FONTE: DRA. KÉDIMA NASSIF, DRA. PAOLA POMERANTZEFF, JARDIS VOLPE

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domingo, 10 de maio de 2020

Do limão à limonada: 7 novos hábitos que você deve adotar na quarentena e levar para toda a sua vida

É impossível negar o estrago que a pandemia do Novo Coronavírus trará: além do próprio risco do vírus (e sua taxa de mortalidade), o Covid-19 tem forçado o isolamento social e bagunçado a rotina de bilhões de pessoas no mundo.

 

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Apesar do crescimento da ansiedade e do estresse, nunca demos tanta importância aos cuidados com a saúde mental. Além disso, com os constantes alertas, muitas pessoas têm aproveitado esse período para mudar de hábitos: apostando nas boas horas de sono, investimento em movimentação dentro de casa, dando maior valor aos laços de afeto com os amigos e até variando a dieta, desistindo das bebidas e do cigarro. “Podemos iniciar agora bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Você já deve ter ouvido falar que: a alimentação influencia diretamente no nosso sistema imunológico, fumantes fazem parte do grupo de risco da nova doença, e que obesos e sedentários estão mais propensos às complicações da Síndrome Respiratória Aguda Grave. Por isso, muitas pessoas estão mudando alguns desses hábitos. Consultamos médicos de diversas especialidades para explicar em que mudar e quais os benefícios disso:

Dê valor à saúde mental – Finalmente, estamos mundialmente reconhecendo a importância de ter cuidados diários com a saúde mental. A angústia de ficar em casa (muitas vezes só) pode ter sido um gatilho importante, mas agora é hora de aprender a dedicar mais tempo para o seu bem-estar emocional. “Pratique meditação, mindfullness. Para quem está em casa fazendo home office, a cada 60 ou 90 minutos de trabalho, pare 15 minutos para respirar, tomar um café, ou simplesmente fechar os olhos. O tempo de recuperação é extremamente importante para manejo de estresse”, afirma a Dra. Aline Lamaita, angiologista e membro do American College of Lifestyle Medicine. “Agora, mais do que nunca, dedique parte do seu dia para fazer o que gosta. Isso ajuda a controlar o estresse e ansiedade em passar tantas horas dentro de casa em isolamento social. Procure práticas de autoconhecimento, como a meditação, ou leia, cozinhe novas receitas”, sugere a Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Na falta da rotina, estabeleça uma: “É importante ter uma rotina para não ficar desregrado. Procure ter horário para acordar, de refeições e para dormir. Use seu tempo para coisas que você queria fazer antes e não conseguia ou não teve atitude de começar. Comece algum projeto e procure criar objetivos e prazos para que você cumpra ao longo desse período”, diz o Dr. Paolo Rubez, cirurgião plástico membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

Tire o álcool do seu dia – “O consumo de álcool prejudica o organismo através de surtos imediatos e efeitos a longo prazo do envelhecimento, e deve ser evitado”, diz a Dra. Beatriz. “Quem ingere álcool em excesso, sente muita sede, principalmente no dia seguinte. Isso acontece porque o organismo precisa de água para metabolizar o álcool. No entanto, se não houver água suficiente, o organismo busca nos tecidos periféricos a água para realizar o seu trabalho. E esse é o grande problema, pois a perda d’água afeta muitos órgãos, inclusive a pele, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação”, explica o Dr. Paolo Rubez. O álcool aumenta o inchaço e sangramento, além de ressecar a pele e piorar a qualidade do sono – o que é extremamente perigoso já que interfere negativamente na imunidade, segundo o Dr. Paolo.

Introduza a atividade física à rotina – Como sabemos, a obesidade e o sedentarismo estão ligados a maior risco de desenvolver complicações em casos de infecção pelo Novo Coronavírus. E isso tem feito muitas pessoas repensar seus hábitos: “A atividade física é importante para manter o sistema imunológico em dia, pois quando nos exercitamos, temos uma produção maior de linfócitos que são as células de defesa para combater o vírus”, diz o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo. “Além disso, manter-se ativo traz benefícios na melhora da disposição, humor, perda de peso e saúde cardiovascular”, diz a médica ginecologista Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira. Alguns exercícios podem e devem ser feitos por gestantes, idosos, pessoas sedentárias e crianças. E lembre-se: agora, mais do que nunca, eles devem ser feitos para afastar o risco de trombose, uma condição que ocorre quando um coágulo sanguíneo se desenvolve no interior das veias das pernas devido à circulação inadequada, impedindo, assim, a passagem do sangue. “Em casos mais raros, o coágulo pode ainda se desprender da parede da veia e correr pela circulação até chegar ao pulmão, causando uma embolia pulmonar que pode até resultar em morte. Permanecer muito tempo parado e sem movimentar as panturrilhas faz com que a velocidade do sangue dentro dos vasos diminua. Além disso, beber pouca água e alimentar-se mal são fatores que dificultam a circulação. Por isso, para evitar o quadro, é essencial caminhar dentro de casa e fazer simples exercícios a fim de minimizar o risco do problema”, diz a angiologista.

Coma saudavelmente – De acordo com a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora da Associação Brasileira de Nutrologia, a alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas. “Uma alimentação equilibrada, variada, colorida, com alimentos os mais naturais e funcionais possíveis, associada a uma hidratação adequada, certamente vai ajudar o organismo a ter respostas mais favoráveis do sistema imune. Para citar alguns alimentos com funcionalidades, que devem ser incluídos no hábito alimentar para a manutenção da saúde e a prevenção de doenças, podemos listar os vegetais folhosos escuros, os legumes em geral, todos os que nascem para cima da terra e das mais diversas cores, os tubérculos e raízes, as leguminosas, que são as principais fontes de proteínas vegetais, os cereais, particularmente os integrais, as frutas, as sementes oleaginosas, que têm gorduras boas, as carnes magras e os laticínios enriquecidos com probióticos, além de água, água de coco, chás e sucos funcionais”, afirma a médica. É hora de adotar hábitos saudáveis e evitar o excesso de doces e carboidratos. “Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres são danosos para o nosso corpo em geral. Os mais comuns são os carboidratos de menor valor glicêmico como açúcares, massas de farinha branca e alimentos com gordura saturada como as frituras”, afirma a cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo.

Sua garrafa d’água é sua melhor amiga – “Quanto menor a ingestão de água, maior a viscosidade do sangue. Além disso, a desidratação favorece a queda da pressão arterial, ameaçando vários órgãos. O consumo adequado de água garante que o organismo seja irrigado e bem nutrido de sangue”, afirma a angiologista Dra. Aline Lamaita. “Beber pelo menos 2litros de água é fundamental, mas a hidratação também pode ser feita pelo consumo de água de coco ou frutas ricas em água, como pera, uva e melancia, que também tem nutrientes importantes para a pele”, diz a Dra. Marcella.

Apague o cigarro (para sempre) – Se tem algo que você precisa fazer desde já é pôr um fim ao vício do tabagismo. Não é uma tarefa fácil, mas isso precisa ser feito. “A nicotina e as toxinas do cigarro provocam a diminuição do fluxo nos vasos sanguíneos. Uma vez que a circulação está prejudicada, a quantidade de oxigênio e nutrientes que chegam aos órgãos é menor”, explica o Dr. Paolo. “Por conta de todas as doenças associadas, o tabagismo é, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de morte evitável no mundo. No Brasil, nos últimos dez anos, segundo o

Ministério da Saúde, houve redução de 33,8% no número de fumantes adultos no País, mas uma em cada dez pessoas que reside nas capitais brasileiras ainda mantêm o hábito de fumar”, diz a Dra. Aline. Apesar de estressante no começo, a adoção de novos hábitos, dentre eles os cuidados com a saúde mental e a atividade física diária, pode deixar esse período mais leve. “E dia após dia lembre-se que você está fazendo um bem enorme para sua saúde”, completa a angiologista.

Durma melhor – Segundo diversas pesquisas, um dos principais mitos é acreditar que as pessoas podem ‘sobreviver’ com menos de sete horas de sono. “O ideal é entre sete a oito horas e de forma consistente. Fugir desses valores é colocar a saúde em risco. Temos evidências extensas de que dormir cinco horas ou menos aumenta consistentemente o risco de condições adversas à saúde, como doenças cardiovasculares e até longevidade”, diz a Dra. Aline Lamaita. “E no caso do sono, a qualidade é crucial para um descanso real. Esse período, quando realmente satisfatório, é reparador e extremamente importante para o funcionamento do sistema imunológico”, afirma o Dr. Mário Farinazzo. E como dormir melhor, afinal? “Assistir à televisão não é uma maneira eficiente de relaxar antes de dormir. Especialmente porque, frequentemente, o que estamos vendo nas notícias ou algo que pode nos causar insônia ou estresse, mesmo antes de dormir, quando estamos tentando desacelerar e relaxar”, diz a ginecologista Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira. Esses dispositivos também emitem luz azul, e é essa luz que diz ao nosso cérebro para acordar e estar alerta pela manhã. “Para dormir bem, fique longe de aparelhos como celulares, computadores e TV antes de se deitar e faça refeições mais leves à noite”, finaliza a Dra Beatriz Lassance.

Fontes: DRA. ALINE LAMAITA, DRA. ANA CAROLINA LÚCIO PEREIRA, DRA. BEATRIZ LASSANCE, DRA. MARCELLA GARCEZ, DR. MÁRIO FARINAZZO, DR. PAOLO RUBEZ

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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Em tempos de pandemia, aposte na alimentação saudável para manutenção de um humor estável

Aqueles que tiveram sua rotina afetada pelo isolamento social para diminuição do contágio com o Novo Coronavírus sabem que a ansiedade tem afetado demais o humor. “O isolamento social impõe alterações importantes na rotina das pessoas, principalmente com relação às atividades fora de casa, como trabalhar, encontrar outras pessoas, à academia, essas são maneiras de distrair a mente e criar estímulos.

 

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O fato de ficarmos sem todas estas atividades faz com que a mente seja menos estimulada. Isso somado às incertezas acerca do futuro e das consequências da pandemia, é natural que a ansiedade aumente sobretudo em quem já tem predisposição”, afirma o cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University. Mas a novidade é que dá para amenizar a situação com uma alimentação saudável: “Todos sabemos que uma alimentação equilibrada é imprescindível para a construção de uma saúde perfeita. Além disso, temos ciência também que a alimentação possui influência sobre o nosso humor”, afirma Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

O Dr. Paolo explica que a ansiedade e a depressão são interligadas. “Os pensamentos causados pela ansiedade normalmente são relacionados às incertezas e inseguranças e, portanto, é normal que promovam impacto negativo no humor, podendo, consequentemente, desencadear ou agravar a depressão”, diz o cirurgião plástico. Segundo a médica nutróloga, pesquisas recentes sugerem que não apenas os alimentos que comemos afetam o nosso humor, mas também o nosso humor pode influenciar na escolha dos alimentos que comemos. “Os nutrientes encontrados em alimentos saudáveis trabalham para que o sistema nervoso e trato gastrointestinal produzam serotonina, popularmente conhecido como hormônio do bem-estar, de forma sustentada. Os alimentos com altos índices de açúcar (doces e carboidratos farináceos), por sua vez, aumentam a energia e promovem uma melhora a curto prazo, mas os efeitos positivos são passageiros”, afirma a médica nutróloga.

Segundo a Dra. Marcella, existem alguns alimentos saudáveis que estimulam a produção do neurotransmissor: “A banana é rica em carboidratos que estimulam a serotonina, além da vitamina B6, que promove energia; o brócolis é rico em ácido fólico, que ajuda a liberar serotonina e renova as células; o espinafre e as folhas escuras, por serem ricas em magnésio, aumentam a produção de energia e possuem potássio e vitaminas A, C e do complexo B, que mantêm o sistema nervoso em tranquilidade; sementes de girassol e abóbora também são ótimas opções, já que ajudam a regular o sono que, por consequência, melhora o humor”, recomenda.

Segundo a médica, também é fundamental verificar se a escolha da alimentação não está sendo afetada pelo mau-humor ou ansiedade, já que alguns recentes estudos mostram que as pessoas com um estado de espírito negativo têm maiores probabilidade de escolher alimentos açucarados, gordurosos ou excessivamente salgados, do que alimentos nutritivos. “Esses alimentos, apesar de contribuírem para uma melhora momentânea do humor, podem gerar, posteriormente, sentimentos indesejados como a culpa, causando degradação ainda maior do estado de espírito. Para evitar esse círculo vicioso, uma boa estratégia é apostar na alimentação saudável, com inclusão de frutas, verduras e legumes, e realizar atividade física moderada e regularmente; isso, além de trazer benefícios à saúde e contribuir para a produção dos hormônios que causam bem-estar, ajuda no controle ao consumo dos alimentos pobres nutricionalmente”, explica a nutróloga. “A prática de alguma atividade física, mesmo em casa, gera a liberação de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar”, acrescenta o Dr. Paolo.

Por fim, a nutróloga ressalta que, nesse momento, o ideal é realizar acompanhamento nutrológico com um médico capacitado e preferencialmente membro da Associação Brasileira de Nutrologia, pois ele fará um plano de alimentação e suplementação de acordo com as necessidades de cada paciente.

FONTES: DRA. MARCELLA GARCEZ, DR. PAOLO RUBEZ

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terça-feira, 5 de maio de 2020

Dieta que restringe carboidratos é opção eficiente no tratamento da diabetes tipo 2, aponta estudo

É natural relacionar dieta cetogênica com emagrecimento. Porém, evidências provenientes de ensaios clínicos mostram que as dietas com baixo teor de carboidratos – como a cetogênica – trazem benefícios relevantes a portadores de diabetes tipo 2. É o caso do Indiana Type 2 Diabetes Reversal, supervisionado por médicos da Indiana University Health Arnett, nos Estados Unidos, que analisa 465 pacientes e se tornou o maior e mais longo estudo do gênero.

 

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“É muito importante a constante busca por mecanismos que tratem esse tipo de diabetes, que corresponde a 90% dos casos e pode culminar em complicações graves no coração e no cérebro, afirma a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). O estudo foi publicado primeiramente em 2015, mas continua a receber atualizações à medida que o acompanhamento continua sendo feito. A Dra Sara Halberg, quem conduz a pesquisa, apresentou resultados do estudo no World Congress on InsulinResistance, Diabetes, and Cardiovascular Disease (WCIRD 2019) em dezembro do ano passado.

Dos 465 pacientes estudados, 387 estão há dois anos sob dieta pautada na cetose nutricional (menos de 50 g de carboidratos por dia, ou o equivalente a menos de 10% das calorias diárias) e 87 estão sob cuidados habituais pelo mesmo período. O ensaio incluiu pacientes em uso de insulina que haviam sido diagnosticados com diabetes há, em média, oito anos. Com base nesses dois anos de dados coletados, a taxa de retenção foi de 83% em um ano e 74% em dois anos. No total, 91% dos participantes que tomavam insulina reduziram ou eliminaram o uso do medicamento, e a perda de peso média foi de 10% do peso. Os resultados parciais mostram que houve melhora dos níveis de HbA1c (Hemoglobina Glicada) inclusive em pacientes que tinham diabetes há mais de oito anos, ao mesmo tempo em que a dieta permitiu a diminuição no uso de medicamentos, inclusive de insulina. “Isso é muito bom, pois reduz os custos e traz uma opção muito menos agressiva de tratamento ao paciente. Os estudos devem ser aprofundados, pois, caso seja comprovada a efetividade da cetogênese, esta deve se tornar a primeira linha de tratamento”, destaca.

Até mesmo pacientes que não atingiram a reversão do diabetes tiveram algum benefício: 45% suspendeu o uso de medicamentos para o diabetes, 81% reduziu ou suspendeu o uso de insulina, houve uma redução média de 27% nos níveis de triglicerídeos e redução significativa na pontuação de risco em 10 anos para doença cardiovascular aterosclerótica. “Os resultados são muito animadores, mas devemos ficar atentos: o Brasil é o quarto país com o maior número de diabéticos no mundo. Além disso, trata-se de uma doença silenciosa, ou seja, na maioria dos casos, os sintomas aparecem somente quando a enfermidade já está em estágio muito avançado. Por isso, é fundamental checar o nível de glicose no corpo com frequência. A diabetes tipo 2 está fortemente ligada ao estilo de vida, portanto, evite o sedentarismo, os maus hábitos alimentares e o sobrepeso. O ideal é manter atividade física com acompanhamento profissional, além de seguir um plano alimentar bem definido por um especialista da área de nutrologia”, finaliza.

FONTE: DRA. MARCELLA GARCEZ

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10 Dicas para uma Pele Perfeita


Quem não quer deixar a pele bonita, macia e hidratada? Para isso, seguem 10 dicas para você manter a beleza da sua pele por muito mais tempo.

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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Gordura do bem, Ômega-3 vira destaque pela ação anti-inflamatória e imunológica

Nunca as pessoas tiveram tamanha atenção com a imunidade: tudo que pode melhorar o sistema de defesa do organismo está, nesse momento, ditando as regras.

 

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Afinal, quando a imunidade está comprometida, ficamos muito mais propensos a infecções por vírus, bactérias ou fungos – e isso é definitivamente o que não precisamos agora com a pandemia de Covid-19. Segundo a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora da Associação Brasileira de Nutrologia, a alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas. “A alimentação saudável está ligada à manutenção do organismo hígido, com suas funções imunológicas em dia. As pessoas com sistema imune mais forte vão enfrentar a Covid-19 com maior destreza. A alimentação, associada à hidratação adequada, certamente vai ajudar o organismo a ter respostas mais favoráveis do sistema”, afirma o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo. “É possível estimular a atividade do sistema imune através de estratégias nutricionais específicas, de acordo com as necessidades diárias de cada indivíduo. Dentre os imunonutrientes mais estudados, os Ômegas-3 possuem lugar de destaque. Muitas pesquisas científicas mostram os benefícios dos Ômegas-3 na função do sistema imunológico e inflamação”, acrescenta a farmacêutica Luisa Saldanha, diretora científica da Pharmapele.

Os Ômegas-3 são considerados “gorduras do bem”. O Ministério da Saúde e a OMS recomendam que uma alimentação saudável deve incluir, no mínimo, duas porções de peixes ricos em Ômegas-3 (de águas salgadas e profundas) por semana. Se não for possível seguir essa orientação, recomenda-se a ingestão de suplementos de Ômegas-3. Compostos por ALA (ácido alfa linolênico), EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosaexaenoico), eles são produzidos por vegetais marinhos e fitoplâncton, que servem de alimento para peixes que são considerados a maior e mais importante fonte deste nutriente, uma vez que os seres humanos não o sintetizam. De acordo com a médica nutróloga, além dos peixes de água fria como salmão, sardinha, cavala e corvina, o ômega 3 também está presente nas nozes, na linhaça e na chia.

A farmacêutica Luisa Saldanha explica que, nas últimas décadas, os hábitos alimentares vêm se alterando, de forma que a ingestão de gorduras saturadas suplantou o consumo de vegetais e peixes, favorecendo a manifestação de doenças cardiovasculares e imunes. “Dessa forma, vários estudos têm demonstrado efeitos benéficos da suplementação dos Ômegas-3 na funcionalidade imunológica e na capacidade anti-inflamatória. Essa função é atribuída à incorporação dessas gorduras do bem na composição das membranas celulares, inclusive das células imunes”, explica a farmacêutica. Dessa forma, as alterações na composição dos lipídeos que formam as membranas contribuem para o reforço e proteção de todas as nossas células, segundo a especialista. “Estudos sugerem que a suplementação de Ômegas-3, com sua consequente incorporação às membranas, é capaz de equilibrar as respostas inflamatórias, contribuindo para que não se tornem exacerbadas ou danosas”, diz Luisa.

A farmacêutica explica que, na hora de suplementar, é necessário saber escolher o melhor produto, de acordo com a proveniência. “Um suplemento de ômega-3 não é 100% ômega-3. A base do suplemento é o óleo de peixe, composto por diferentes gorduras, além das gorduras do tipo ômega-3. Quanto menor a concentração de ômega 3 no suplemento, maiores as chances de ter gorduras do tipo saturada e colesterol em grandes quantidades”, alerta ela. Dê preferência para os produtos que informam no rótulo a quantidade dos principais tipos de ômega 3, o EPA e o DHA (ácidos eicosapentaenoico e decosahexaenoico). “Quanto maior a concentração, melhor a qualidade do óleo de peixe utilizado no suplemento. Esses valores entre as marcas variam muito, ao pesquisar, encontramos diferentes marcas com apenas a metade do ideal (30% de ômega 3 por cápsula)”, diz a farmacêutica.

Uma boa dica é conferir no rótulo as quantidades de EPA + DHA. Somados, precisam resultar em pelo menos 300mg e idealmente 600mg por cápsula de 1000mg de óleo de peixe, segundo a médica. “Quanto mais Ômegas-3 em 1 única cápsula, menos cápsulas são necessárias por dia. Consequentemente, você saberá que está diante de um produto de alto padrão de qualidade e eficácia”, explica a farmacêutica. Boas marcas de ômega 3 contam com certificado de veracidade da concentração do nutriente e comprovam que o produto é livre de contaminação por metais pesados. Além da certificação da matéria-prima, existem selos de qualidade internacional, como o MEG-3.

Turbinando a imunidade – Além do Ômega-3, a farmacêutica sugere também a suplementação com Vitamina C e Betamune SC. “A vitamina C ou ácido ascórbico é um dos nutrientes que estão intrinsecamente envolvido com esse sistema, apoiando várias funções celulares do sistema imunológico inato e adaptativo, segundo o estudo Potential interventions for novel coronavirus in China: A systematic review, publicado em fevereiro deste ano. A revisão ainda cita três ensaios clínicos controlados em humanos que relataram uma incidência significativamente menor de pneumonia nos grupos suplementados com vitamina C, sugerindo que ela pode impedir a suscetibilidade a infecções do trato respiratório inferiores sob certas condições”, afirma Luisa Saldanha. Já Betamune é uma betaglucana. “De acordo com estudo clínico realizado pela Food and Nutrition Sciences, após 26 semanas de tratamento, um grupo tratado com betaglucanas apresentou menos infecções do que grupo que fez uso de placebo, sendo que 15,6% dos participantes do grupo tratado não apresentaram nenhum quadro de infeção, em contraste com apenas 2% dos participantes do grupo placebo”, completa Luisa Saldanha. “Procure o seu médico, nutricionista ou farmacêutico para receber a assistência necessária”, finaliza Luisa Saldanha.

FONTES: DRA. MARCELLA GARCEZ, DR. MÁRIO FARINAZZO, LUISA SALDANHA

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