terça-feira, 5 de maio de 2020

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Gordura do bem, Ômega-3 vira destaque pela ação anti-inflamatória e imunológica

Nunca as pessoas tiveram tamanha atenção com a imunidade: tudo que pode melhorar o sistema de defesa do organismo está, nesse momento, ditando as regras.

 

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Afinal, quando a imunidade está comprometida, ficamos muito mais propensos a infecções por vírus, bactérias ou fungos – e isso é definitivamente o que não precisamos agora com a pandemia de Covid-19. Segundo a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora da Associação Brasileira de Nutrologia, a alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas. “A alimentação saudável está ligada à manutenção do organismo hígido, com suas funções imunológicas em dia. As pessoas com sistema imune mais forte vão enfrentar a Covid-19 com maior destreza. A alimentação, associada à hidratação adequada, certamente vai ajudar o organismo a ter respostas mais favoráveis do sistema”, afirma o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo. “É possível estimular a atividade do sistema imune através de estratégias nutricionais específicas, de acordo com as necessidades diárias de cada indivíduo. Dentre os imunonutrientes mais estudados, os Ômegas-3 possuem lugar de destaque. Muitas pesquisas científicas mostram os benefícios dos Ômegas-3 na função do sistema imunológico e inflamação”, acrescenta a farmacêutica Luisa Saldanha, diretora científica da Pharmapele.

Os Ômegas-3 são considerados “gorduras do bem”. O Ministério da Saúde e a OMS recomendam que uma alimentação saudável deve incluir, no mínimo, duas porções de peixes ricos em Ômegas-3 (de águas salgadas e profundas) por semana. Se não for possível seguir essa orientação, recomenda-se a ingestão de suplementos de Ômegas-3. Compostos por ALA (ácido alfa linolênico), EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosaexaenoico), eles são produzidos por vegetais marinhos e fitoplâncton, que servem de alimento para peixes que são considerados a maior e mais importante fonte deste nutriente, uma vez que os seres humanos não o sintetizam. De acordo com a médica nutróloga, além dos peixes de água fria como salmão, sardinha, cavala e corvina, o ômega 3 também está presente nas nozes, na linhaça e na chia.

A farmacêutica Luisa Saldanha explica que, nas últimas décadas, os hábitos alimentares vêm se alterando, de forma que a ingestão de gorduras saturadas suplantou o consumo de vegetais e peixes, favorecendo a manifestação de doenças cardiovasculares e imunes. “Dessa forma, vários estudos têm demonstrado efeitos benéficos da suplementação dos Ômegas-3 na funcionalidade imunológica e na capacidade anti-inflamatória. Essa função é atribuída à incorporação dessas gorduras do bem na composição das membranas celulares, inclusive das células imunes”, explica a farmacêutica. Dessa forma, as alterações na composição dos lipídeos que formam as membranas contribuem para o reforço e proteção de todas as nossas células, segundo a especialista. “Estudos sugerem que a suplementação de Ômegas-3, com sua consequente incorporação às membranas, é capaz de equilibrar as respostas inflamatórias, contribuindo para que não se tornem exacerbadas ou danosas”, diz Luisa.

A farmacêutica explica que, na hora de suplementar, é necessário saber escolher o melhor produto, de acordo com a proveniência. “Um suplemento de ômega-3 não é 100% ômega-3. A base do suplemento é o óleo de peixe, composto por diferentes gorduras, além das gorduras do tipo ômega-3. Quanto menor a concentração de ômega 3 no suplemento, maiores as chances de ter gorduras do tipo saturada e colesterol em grandes quantidades”, alerta ela. Dê preferência para os produtos que informam no rótulo a quantidade dos principais tipos de ômega 3, o EPA e o DHA (ácidos eicosapentaenoico e decosahexaenoico). “Quanto maior a concentração, melhor a qualidade do óleo de peixe utilizado no suplemento. Esses valores entre as marcas variam muito, ao pesquisar, encontramos diferentes marcas com apenas a metade do ideal (30% de ômega 3 por cápsula)”, diz a farmacêutica.

Uma boa dica é conferir no rótulo as quantidades de EPA + DHA. Somados, precisam resultar em pelo menos 300mg e idealmente 600mg por cápsula de 1000mg de óleo de peixe, segundo a médica. “Quanto mais Ômegas-3 em 1 única cápsula, menos cápsulas são necessárias por dia. Consequentemente, você saberá que está diante de um produto de alto padrão de qualidade e eficácia”, explica a farmacêutica. Boas marcas de ômega 3 contam com certificado de veracidade da concentração do nutriente e comprovam que o produto é livre de contaminação por metais pesados. Além da certificação da matéria-prima, existem selos de qualidade internacional, como o MEG-3.

Turbinando a imunidade – Além do Ômega-3, a farmacêutica sugere também a suplementação com Vitamina C e Betamune SC. “A vitamina C ou ácido ascórbico é um dos nutrientes que estão intrinsecamente envolvido com esse sistema, apoiando várias funções celulares do sistema imunológico inato e adaptativo, segundo o estudo Potential interventions for novel coronavirus in China: A systematic review, publicado em fevereiro deste ano. A revisão ainda cita três ensaios clínicos controlados em humanos que relataram uma incidência significativamente menor de pneumonia nos grupos suplementados com vitamina C, sugerindo que ela pode impedir a suscetibilidade a infecções do trato respiratório inferiores sob certas condições”, afirma Luisa Saldanha. Já Betamune é uma betaglucana. “De acordo com estudo clínico realizado pela Food and Nutrition Sciences, após 26 semanas de tratamento, um grupo tratado com betaglucanas apresentou menos infecções do que grupo que fez uso de placebo, sendo que 15,6% dos participantes do grupo tratado não apresentaram nenhum quadro de infeção, em contraste com apenas 2% dos participantes do grupo placebo”, completa Luisa Saldanha. “Procure o seu médico, nutricionista ou farmacêutico para receber a assistência necessária”, finaliza Luisa Saldanha.

FONTES: DRA. MARCELLA GARCEZ, DR. MÁRIO FARINAZZO, LUISA SALDANHA

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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Quarentena: não é hora de fazer dietas restritivas, que podem prejudicar a saúde e o sistema imune

Com a quarentena pela qual estamos passando devido à pandemia do Coronavírus, muitas pessoas estão aproveitando para adquirir novos hábitos e realizar tarefas que antes não tinham tempo.

 

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Por exemplo, é comum que alguns utilizem desse momento para finalmente começar aquela dieta que vinha sendo adiada por meses, o que, segundo a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e docente da Associação Brasileira de Nutrologia, não é recomendado. “A alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas. Por isso, qualquer mudança drástica nos hábitos alimentares sem acompanhamento médico, como restrição de grupos alimentares e diminuição de calorias e refeições, pode oferecer riscos à saúde, afetando, inclusive, o bom funcionamento do sistema imunológico, principalmente em pessoas que já apresentam algum tipo de carência nutricional prévia. Então, como o atendimento médico está comprometido pelo isolamento social, este não é o momento para iniciar qualquer dieta restritiva”, alerta.

É claro que aqueles que já eram adeptos à alguma dieta ou praticavam jejum intermitente podem continuar, mas sempre com acompanhamento médico periódico, mesmo que por telemedicina, para avaliar eventuais necessidades e intercorrências e assim evitar possíveis riscos à saúde. “A telemedicina é uma boa maneira de dar assistência aos pacientes nesse período. Ela não substitui a consulta presencial, mas serve como uma forma importante de orientação”, explica o Dr. Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A recomendação para evitar dietas restritivas e mudanças radicais nos hábitos alimentares não quer dizer, porém, que você deve sair comendo tudo o que vê pela frente. “Assim como a restrição alimentar, o consumo excessivo de calorias também pode desestabilizar a saúde e o sistema imune, além de favorecer o acúmulo de gordura, o envelhecimento precoce e o aparecimento de acne e problemas de circulação”, afirma a Dra. Marcella.

O ideal então é encontrar um meio termo, apostando na adoção de uma alimentação saudável, equilibrada, variada e natural e investindo em alimentos ricos em nutrientes como Vitamina A (cenoura e abóbora), Vitamina C (kiwi e laranja), Vitamina B6 (aveia e banana), Vitamina E (carnes e ovos), Selênio (arroz integral e castanha do pará) e Zinco (frango e grãos integrais). “Esse é um bom momento para iniciarmos bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. “Você pode usar esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para aprender a cozinhar e preparar refeições caseiras. Assim, além de comer mais saudavelmente, você ficará menos ansioso e mais relaxado, pois o hábito de cozinhar ajuda na redução do estresse.”

Além disso, é interessante também diminuir o consumo de alimentos prejudiciais. De acordo com a Dra. Marcella, o açúcar, por exemplo, não deve compor mais de 10% de todas as calorias ingeridas ao dia. “Além de virar reserva de gordura, o açúcar excedente pode se ligar e degradar proteínas de sustentação da pele em um processo conhecido como glicação, o que acelera o surgimento de rugas e flacidez”, destaca a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E o mesmo vale para os carboidratos, principalmente aqueles de menor valor glicêmico, como massas de farinha branca e frituras. “Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres é danoso para o nosso corpo”, diz o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

Assim como o açúcar, o consumo de sal também deve ser reduzido, pois o excesso de sódio pode piorar a circulação e favorecer o surgimento de problemas cardiovasculares. “Tome cuidado redobrado com o sal escondido nos alimentos, principalmente nos industrializados. Poucos sabem, mas até mesmo o suco de caixinha possui sódio”, afirma a Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida. Com relação aos alimentos industrializados, evite também aqueles que são ultraprocessados, como bolachas, guloseimas, sorvetes, bolos e produtos congelados e prontos para o consumo. “Quanto mais processado é o alimento, menor é o seu valor nutricional, pois perde vitaminas durante o processamento, além de conterem grande quantidade de aditivos e conservantes, favorecendo assim a inflamação e a ocorrência de deficiências nutricionais, doenças do coração, diabetes, colesterol e obesidade”, completa a médica.

Por fim, lembre-se de ingerir água diariamente para se manter hidratado. “A água exerce diversas atividades essenciais que garantem o funcionamento adequado do corpo humano. Por ser o principal componente do plasma sanguíneo, a água é uma das responsáveis pelo transporte de nutrientes e dos produtos do metabolismo, além de auxiliar na eliminação de toxinas do organismo e atuar em processos fisiológicos como digestão, absorção e excreção de nutrientes”, finaliza a Dra. Marcella Garcez.

Por: DRA. MARCELLA GARCEZ, DR. MÁRIO FARINAZZO, DRA. BEATRIZ LASSANCE, DRA. CLAUDIA MARÇAL, DRA. ALINE LAMAITA, DR. PAOLO RUBEZ

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Consumo de álcool durante a quarentena deve ser reduzido para evitar riscos à saúde

Devido à pandemia da Covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou recentemente que os governos limitassem o acesso a bebidas alcoólicas pela população.

 

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De acordo com a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora da Associação Brasileira de Nutrologia, tal recomendação está relacionada à preocupação do órgão com o abuso do álcool durante o período de isolamento social, que pode ser realmente prejudicial à saúde. “O consumo de álcool aumentou na quarentena, o que é problemático, visto que, entre outros problemas, a substância pode afetar a imunidade. Isso porque o álcool, quando em excesso, leva tempo para ser metabolizado pelo fígado e acaba entrando na corrente sanguínea, causando danos e alterações em diferentes órgãos. O organismo então passa a trabalhar em dobro na tentativa de retomar seu equilíbrio, assim sobrecarregando os mecanismos de defesa e resultando na queda da imunidade”, afirma a médica.

Além disso, de acordo com Dr. Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, as bebidas alcoólicas desregulam o sono, favorecem o sangramento e causam desidratação. “O organismo precisa de água para metabolizar o álcool. No entanto, se não houver água suficiente, o organismo vai buscá-la nos tecidos periféricos para realizar o seu trabalho. E esse é o grande problema, pois a perda d’água afeta a pele, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação”, explica. O médico ressalta também que, quanto mais elevado o teor alcóolico da bebida, mais difícil a recuperação da pele ou mais intenso o dano causado. “O consumo de bebidas alcoólicas ainda favorece um processo inflamatório na pele que, a longo prazo, pode causar envelhecimento precoce, com o surgimento de rugas, flacidez e linhas de expressão”, afirma a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Por favorecer a desidratação, o álcool, além de aumentar a incidência de câimbras e dores musculares, ainda pode fazer com que o organismo retenha mais líquidos. “Como resultado, ficamos mais inchados e a pressão sobre as veias e artérias aumenta, o que pode contribuir para o surgimento de problemas vasculares como varizes e trombose”, afirma a cirurgiã vascular e angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de

Angiologia e Cirurgia Vascular. Existe ainda uma preocupação dos órgãos da saúde com relação às mudanças comportamentais causadas pelo álcool, que pode tornar o indivíduo mais intolerante e impulsivo, resultando, em muitos casos, em violência, principalmente a doméstica. “O aumento no consumo de bebida alcoólica durante a quarentena pode fazer com que o hábito se mantenha após o fim do período de reclusão, o que, a longo prazo, pode transformar-se em dependência”, diz a Dra. Marcella

E a desinformação não ajuda. Circulam notícias na internet afirmando que o consumo de álcool seria capaz de eliminar o novo Coronavírus do corpo humano, o que pode fazer com que mais pessoas aumentem a ingestão da substância durante o isolamento social. Mas a Dra. Marcella faz questão de ressaltar que a informação é um mito e não há nenhuma comprovação cientifica desse fato.

Porém, de acordo com a especialista, certas bebidas alcoólicas, quando consumidas com moderação, podem sim trazer benefícios à saúde. “O ideal então é limitar o consumo diário a, no máximo, uma taça de até 150ml e optar sempre pelas variedades que apresentam funcionalidades, como o vinho tinto e seco. O vinho tinto, na verdade, figura entre as bebidas alcoólicas mais saudáveis, pois, é fermentado e rico em polifenóis, como o resveratrol, que são substâncias com grande poder antioxidante”, afirma. Segundo a Dra. Aline Lamaita, quando ingerido na quantidade adequada, o vinho tinto ainda favorece a circulação e melhora a saúde cardiovascular.

A cerveja, por ser fermentada, também oferece benefícios à saúde, pois, assim como o vinho, também possui polifenóis, porém em quantidades menores. Logo, tem propriedades e funcionalidades benéficas ao organismo, lembrando que esses benefícios são obtidos com quantidades próximas a 300ml, uma lata, por dia e volumes maiores podem trazer maléficos que superam os efeitos positivos. “Os destilados, por sua vez, não são fontes de polifenóis e possuem maior concentração de álcool em sua composição, o que reduz seus benefícios à saúde. Além disso, bebidas como cachaça, vodca, whisky e tequila tendem a ser absorvidas mais rapidamente e, no geral, são mais agressivas para o fígado. Ou seja, devem ser evitadas ou limitadas a quantidades menores que uma dose diária”, destaca a médica.

A Dra. Marcella Garcez ainda afirma que, mesmo uma eventual e pequena quantidade de qualquer tipo de bebida alcoólica deve ser acompanhada do consumo de água, pois a hidratação adequada é fundamental para manter o organismo funcionando corretamente e obviamente a ingestão de água não deve ser realizada apenas junto às bebidas alcoólicas. “A água exerce diversas atividades essenciais que garantem o funcionamento adequado do corpo humano, auxiliando, inclusive, na eliminação de toxinas. Por isso, seu consumo deve ser constante ao longo do dia”, completa.

Além disso, o Dr. Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que, após a ingestão de álcool, o ideal é apostar em uma alimentação leve e balanceada. “Como o fígado, que é o principal órgão responsável pela síntese de proteínas, já estará sobrecarregado na tentativa de metabolizar o álcool, o recomendado é que, depois de consumir bebidas alcóolicas, você evite alimentos pesados, como carnes vermelhas, dando preferência a carnes brancas cozidas e grelhadas, além de muita salada e fruta”, finaliza o médico.

Por: DRA. MARCELLA GARCEZ, DRA. ALINE LAMAITA, DR. ABDO SALOMÃO JR, DRA. PAOLA POMERANTZEFF, DR. PAOLO RUBEZ

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8 dicas para te ajudar a lidar com a ansiedade durante a pandemia do Coronavírus

Devido à pandemia do Coronavírus, estamos passando por um período de isolamento social com diversas mudanças em nossos hábitos rotineiros, o que pode ser extremamente estressante e, consequentemente, prejudicial à saúde mental.

 

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“O isolamento social impõe alterações importantes na rotina das pessoas, principalmente com relação às atividades fora de casa. Trabalhar, encontrar alguém e ir à academia são situações capazes de criar estímulos que ajudam a distrair a mente. Logo, ficar sem essas atividades faz com que a mente seja menos estimulada, o que, somado às incertezas sobre o futuro e as consequências da pandemia, pode causar grande ansiedade, principalmente em quem já tem predisposição ao problema”, explica o Dr. Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Então, para ajudar você nesse momento, reunimos um time de especialistas para apontar maneiras de lidar com a ansiedade durante esse período de isolamento. Confira:

Entenda o momento – Para lidar com a ansiedade, o primeiro passo é identificar que você está ansioso. Então, observe se você está comendo demais, se seu humor está alterado ou se você não consegue dormir direito. Todos esses sinais são sintomas de um quadro ansioso. “Além disso, é importante reconhecer o momento pelo qual estamos passando. É um período diferente de tudo o que vivemos e que demorará para passar. Mas, cada dia é um dia. Hoje você pode estar ansioso, mas amanhã não. Então, adapte sua rotina para essa situação. Se estiver ansioso, evite situações estressantes”, diz o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

Programe-se e ocupe a mente – Muitas pessoas ficam com a impressão de que estar em casa é não estar produzindo, por isso é importantíssimo ter um cronograma. “Para quem está fazendo home office, é necessário se organizar. Quanto mais o cérebro trabalhar, melhor. Quanto mais desafios e problemas a serem resolvidos, melhor”, afirma a Dra. Beatriz Lassance, cirurgiã plástica e membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. Uma boa dica, de acordo com o Dr. Paolo Rubez, é tirar o pijama assim que se levantar e programar o seu dia. “Procure ter horário para acordar, para comer e para dormir. Além disso, reserve um momento para praticar alguma atividade física, que aumenta a liberação de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar”, completa.

Desconecte-se – Vivemos conectados e queremos sempre acompanhar tudo o que está acontecendo. Como se não bastasse, devido ao Coronavírus, estamos expostos a uma grande quantidade de informação, o que pode ser extremamente estressante e ansiogênico. “Por isso, devemos segurar a vontade de ficar demasiadamente em redes sociais. Evite também procurar informações em excesso sobre o Coronavírus. Poupe-se. Se possível, visite as redes sociais apenas em dias intercalados para ajudar a diminuir a ansiedade desse momento”, recomenda o Dr. Mário Farinazzo.

Pause por um momento – Caso você esteja trabalhando em casa, a Dra. Beatriz Lassance, aconselha investir em pequenos descansos ao longo do dia. “A cada 2 horas levante-se, tome água, olhe pela janela, tome um café, converse com alguém ou faça 5 minutos de meditação. Esse é um processo importante para relaxar e desestressar”, destaca.

Faça coisas novas – Ao final do dia, desconecte-se e realize algo que te dê prazer. “Use esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para coisas que você queria fazer antes e não conseguia ou não teve atitude de começar. Cozinhe, comece algum projeto, leia um livro, brinque com seu filho. Procure criar objetivos e prazos para que você cumpra ao longo desse período”, explica o cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez. Segundo a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia, vale a pena aproveitar esse período de reclusão para aprender a cozinhar e preparar de refeições caseiras balanceadas. “Comece diminuindo o excesso de consumo de carboidratos, proteína animal e produtos industrializados e aumentando a ingestão de vegetais, que devem compor 75% do prato. A comida deve ser boa, gostosa e feita com ingredientes saudáveis”, diz.

Pratique o autocuidado – Uma boa estratégia para diminuir o estresse e a ansiedade é realizar uma rotina diária de cuidados com a pele. “Cuidar da pele é uma ótima maneira de manter a cabeça no lugar, pois o toque ajuda a reduzir o hormônio ligado ao estresse e estimula a parte do sistema nervoso que acalma o corpo e a mente”, afirma a especialista em Estética e Cosmetologia Isabel Piatti, embaixadora do Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas (CIA) e Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica (ABEC). Segundo o dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, o método de skincare conhecido como skip-care é um bom caminho para quem não sabe por onde começar a cuidar da pele. “Para aderir, basta utilizar três produtos essenciais que vão manter sua pele bem cuidada: um bom sabonete de limpeza, um creme ou sérum hidratante e o filtro solar (usados nessa ordem)”, completa o médico.

Medite – Outra dica importante para diminuir a ansiedade é apostar na meditação e no mindfulsness. “Mindfullness significa viver em atenção plena, ou seja, conseguir vivenciar os momentos com todas as suas características emocionais e sensoriais, sem distrações. O mindfullness pode ser usado por qualquer pessoa que queira começar alguma prática de meditação, mas que não sabe como dar os primeiros passos, pois ajuda a gerenciar o stress e a ansiedade e a melhorar a concentração e a produtividade”, recomenda a Dra. Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida. “Comece praticando 15 minutos por dia de meditação. Procure um canto quieto e atente-se a sua respiração. Existem até aplicativos que te ajudam a fazer isso, como o Headspace e o Calm”, aconselha Dr. Mário Farinazzo.

Comunique-se com os outros – A falta de contato social também pode ser um fator ansiogênico. Então, utilize a tecnologia para minimizar a saudade dos familiares e amigos. “É muito importante manter esse contato com outras pessoas através dos aplicativos, pois isso ajuda a minimizar a ansiedade causada pela falta de contato social, já que comunicar-se promove a liberação de hormônios ligados ao bem-estar”, explica o médico Dr. Mário Farinazzo. “Um importante estudo de Harvard que já dura 75 anos mostra que pessoas que se consideram felizes são as que têm mais relações sociais. Então fale com esses amigos por telefone ou aplicativos, mantenha o seu convívio mesmo que por meios virtuais”, destaca a Dra. Beatriz Lassance.

Porém, é importante ressaltar que existem quadros de ansiedade graves e que necessitam de acompanhamento e tratamento médico. Então, caso as dicas acima não sejam suficientes para amenizar sua ansiedade, você deve consultar um profissional especializado, como um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. E não há nem mesmo a necessidade de sair de casa, pois muitos profissionais da área da saúde, durante esse período de reclusão, estão realizando atendimento online. “A telemedicina é uma maneira de dar assistência aos pacientes nesse período. Ela não substitui a consulta presencial, mas serve como uma forma de orientação aos pacientes”, afirma o Dr. Paolo Rubez. “O que propomos são orientações gerais, recomendações de direcionamento ao hospital, solicitação de exames, emissão de atestados, troca de receitas, terapêutica simples e medidas de suporte em um momento que os pacientes estão com o acesso restrito aos serviços de saúde. Então, converse com seu médico”, finaliza a Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

FONTES: DR. JARDIS VOLPE, DR. MÁRIO FARINAZZO, DR. PAOLO RUBEZ, DRA. BEATRIZ LASSANCE, DRA. ALINE LAMAITA, DRA. MARCELLA GARCEZ, DRA. ANA CAROLINA LÚCIO PEREIRA, ISABEL LUIZA PIATTI

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terça-feira, 28 de abril de 2020

Quarentena: não é hora de fazer dietas restritivas, que podem prejudicar a saúde e o sistema imune

Com a quarentena pela qual estamos passando devido à pandemia do Coronavírus, muitas pessoas estão aproveitando para adquirir novos hábitos e realizar tarefas que antes não tinham tempo.

 

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Por exemplo, é comum que alguns utilizem desse momento para finalmente começar aquela dieta que vinha sendo adiada por meses, o que, segundo a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e docente da Associação Brasileira de Nutrologia, não é recomendado. “A alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas. Por isso, qualquer mudança drástica nos hábitos alimentares sem acompanhamento médico, como restrição de grupos alimentares e diminuição de calorias e refeições, pode oferecer riscos à saúde, afetando, inclusive, o bom funcionamento do sistema imunológico, principalmente em pessoas que já apresentam algum tipo de carência nutricional prévia. Então, como o atendimento médico está comprometido pelo isolamento social, este não é o momento para iniciar qualquer dieta restritiva”, alerta.

É claro que aqueles que já eram adeptos à alguma dieta ou praticavam jejum intermitente podem continuar, mas sempre com acompanhamento médico periódico, mesmo que por telemedicina, para avaliar eventuais necessidades e intercorrências e assim evitar possíveis riscos à saúde. “A telemedicina é uma boa maneira de dar assistência aos pacientes nesse período. Ela não substitui a consulta presencial, mas serve como uma forma importante de orientação”, explica o Dr. Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A recomendação para evitar dietas restritivas e mudanças radicais nos hábitos alimentares não quer dizer, porém, que você deve sair comendo tudo o que vê pela frente. “Assim como a restrição alimentar, o consumo excessivo de calorias também pode desestabilizar a saúde e o sistema imune, além de favorecer o acúmulo de gordura, o envelhecimento precoce e o aparecimento de acne e problemas de circulação”, afirma a Dra. Marcella.

O ideal então é encontrar um meio termo, apostando na adoção de uma alimentação saudável, equilibrada, variada e natural e investindo em alimentos ricos em nutrientes como Vitamina A (cenoura e abóbora), Vitamina C (kiwi e laranja), Vitamina B6 (aveia e banana), Vitamina E (carnes e ovos), Selênio (arroz integral e castanha do pará) e Zinco (frango e grãos integrais). “Esse é um bom momento para iniciarmos bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. “Você pode usar esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para aprender a cozinhar e preparar refeições caseiras. Assim, além de comer mais saudavelmente, você ficará menos ansioso e mais relaxado, pois o hábito de cozinhar ajuda na redução do estresse.”

Além disso, é interessante também diminuir o consumo de alimentos prejudiciais. De acordo com a Dra. Marcella, o açúcar, por exemplo, não deve compor mais de 10% de todas as calorias ingeridas ao dia. “Além de virar reserva de gordura, o açúcar excedente pode se ligar e degradar proteínas de sustentação da pele em um processo conhecido como glicação, o que acelera o surgimento de rugas e flacidez”, destaca a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E o mesmo vale para os carboidratos, principalmente aqueles de menor valor glicêmico, como massas de farinha branca e frituras. “Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres é danoso para o nosso corpo”, diz o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

Assim como o açúcar, o consumo de sal também deve ser reduzido, pois o excesso de sódio pode piorar a circulação e favorecer o surgimento de problemas cardiovasculares. “Tome cuidado redobrado com o sal escondido nos alimentos, principalmente nos industrializados. Poucos sabem, mas até mesmo o suco de caixinha possui sódio”, afirma a Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida. Com relação aos alimentos industrializados, evite também aqueles que são ultraprocessados, como bolachas, guloseimas, sorvetes, bolos e produtos congelados e prontos para o consumo. “Quanto mais processado é o alimento, menor é o seu valor nutricional, pois perde vitaminas durante o processamento, além de conterem grande quantidade de aditivos e conservantes, favorecendo assim a inflamação e a ocorrência de deficiências nutricionais, doenças do coração, diabetes, colesterol e obesidade”, completa a médica.

Por fim, lembre-se de ingerir água diariamente para se manter hidratado. “A água exerce diversas atividades essenciais que garantem o funcionamento adequado do corpo humano. Por ser o principal componente do plasma sanguíneo, a água é uma das responsáveis pelo transporte de nutrientes e dos produtos do metabolismo, além de auxiliar na eliminação de toxinas do organismo e atuar em processos fisiológicos como digestão, absorção e excreção de nutrientes”, finaliza a Dra. Marcella Garcez.

Por: DRA. MARCELLA GARCEZ, DR. MÁRIO FARINAZZO, DRA. BEATRIZ LASSANCE, DRA. CLAUDIA MARÇAL, DRA. ALINE LAMAITA, DR. PAOLO RUBEZ

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Com a quarentena pela qual estamos passando devido à pandemia do Coronavírus, muitas pessoas estão aproveitando para adquirir novos hábitos e realizar tarefas que antes não tinham tempo.

 

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Por exemplo, é comum que alguns utilizem desse momento para finalmente começar aquela dieta que vinha sendo adiada por meses, o que, segundo a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e docente da Associação Brasileira de Nutrologia, não é recomendado. “A alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas. Por isso, qualquer mudança drástica nos hábitos alimentares sem acompanhamento médico, como restrição de grupos alimentares e diminuição de calorias e refeições, pode oferecer riscos à saúde, afetando, inclusive, o bom funcionamento do sistema imunológico, principalmente em pessoas que já apresentam algum tipo de carência nutricional prévia. Então, como o atendimento médico está comprometido pelo isolamento social, este não é o momento para iniciar qualquer dieta restritiva”, alerta.

É claro que aqueles que já eram adeptos à alguma dieta ou praticavam jejum intermitente podem continuar, mas sempre com acompanhamento médico periódico, mesmo que por telemedicina, para avaliar eventuais necessidades e intercorrências e assim evitar possíveis riscos à saúde. “A telemedicina é uma boa maneira de dar assistência aos pacientes nesse período. Ela não substitui a consulta presencial, mas serve como uma forma importante de orientação”, explica o Dr. Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A recomendação para evitar dietas restritivas e mudanças radicais nos hábitos alimentares não quer dizer, porém, que você deve sair comendo tudo o que vê pela frente. “Assim como a restrição alimentar, o consumo excessivo de calorias também pode desestabilizar a saúde e o sistema imune, além de favorecer o acúmulo de gordura, o envelhecimento precoce e o aparecimento de acne e problemas de circulação”, afirma a Dra. Marcella.

O ideal então é encontrar um meio termo, apostando na adoção de uma alimentação saudável, equilibrada, variada e natural e investindo em alimentos ricos em nutrientes como Vitamina A (cenoura e abóbora), Vitamina C (kiwi e laranja), Vitamina B6 (aveia e banana), Vitamina E (carnes e ovos), Selênio (arroz integral e castanha do pará) e Zinco (frango e grãos integrais). “Esse é um bom momento para iniciarmos bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. “Você pode usar esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para aprender a cozinhar e preparar refeições caseiras. Assim, além de comer mais saudavelmente, você ficará menos ansioso e mais relaxado, pois o hábito de cozinhar ajuda na redução do estresse.”

Além disso, é interessante também diminuir o consumo de alimentos prejudiciais. De acordo com a Dra. Marcella, o açúcar, por exemplo, não deve compor mais de 10% de todas as calorias ingeridas ao dia. “Além de virar reserva de gordura, o açúcar excedente pode se ligar e degradar proteínas de sustentação da pele em um processo conhecido como glicação, o que acelera o surgimento de rugas e flacidez”, destaca a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E o mesmo vale para os carboidratos, principalmente aqueles de menor valor glicêmico, como massas de farinha branca e frituras. “Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres é danoso para o nosso corpo”, diz o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

Assim como o açúcar, o consumo de sal também deve ser reduzido, pois o excesso de sódio pode piorar a circulação e favorecer o surgimento de problemas cardiovasculares. “Tome cuidado redobrado com o sal escondido nos alimentos, principalmente nos industrializados. Poucos sabem, mas até mesmo o suco de caixinha possui sódio”, afirma a Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida. Com relação aos alimentos industrializados, evite também aqueles que são ultraprocessados, como bolachas, guloseimas, sorvetes, bolos e produtos congelados e prontos para o consumo. “Quanto mais processado é o alimento, menor é o seu valor nutricional, pois perde vitaminas durante o processamento, além de conterem grande quantidade de aditivos e conservantes, favorecendo assim a inflamação e a ocorrência de deficiências nutricionais, doenças do coração, diabetes, colesterol e obesidade”, completa a médica.

Por fim, lembre-se de ingerir água diariamente para se manter hidratado. “A água exerce diversas atividades essenciais que garantem o funcionamento adequado do corpo humano. Por ser o principal componente do plasma sanguíneo, a água é uma das responsáveis pelo transporte de nutrientes e dos produtos do metabolismo, além de auxiliar na eliminação de toxinas do organismo e atuar em processos fisiológicos como digestão, absorção e excreção de nutrientes”, finaliza a Dra. Marcella Garcez.

Por: DRA. MARCELLA GARCEZ, DR. MÁRIO FARINAZZO, DRA. BEATRIZ LASSANCE, DRA. CLAUDIA MARÇAL, DRA. ALINE LAMAITA, DR. PAOLO RUBEZ

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