quarta-feira, 10 de junho de 2020

Baixos níveis de Vitamina D na quarentena interferem na fertilidade e causam problemas na gestação

Recentemente, as atenções estão voltadas à Vitamina D por conta do seu papel para a saúde dos ossos e do coração, além do sistema imunológico.

 

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A preocupação leva em conta o isolamento social, que diminui a exposição solar – responsável pela síntese da Vitamina D. “Também conhecida como calcitriol, ela é um hormônio esteroide fundamental para o equilíbrio de diferentes órgãos, já que controla mais de 3.000 genes e tem mais de 80 funções no organismo. Mas sua ausência pode interferir também na saúde reprodutiva da mulher, além causar problemas também na gestação”, afirma a Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). “Ela é produzida pela pele em resposta à exposição solar. Existem alimentos ricos em vitamina D, como peixes gordurosos (salmão), ovos e laticínios. Mas, mesmo com essa alimentação, a exposição solar é importante, pois o sol é responsável por 80 a 90% da conversão da vitamina do organismo”, diz a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

De acordo com a ginecologista, um trabalho conduzido pelo National Institute of Health dos Estados Unidos verificou que um nível abaixo do recomendado pode interferir nas tentativas de concepção de um filho. O estudo analisou amostras sanguíneas de mais de 1100 mulheres na faixa dos 18 anos 40 anos que tentavam engravidar, mas já haviam perdido um ou dois bebês. “Algo em comum entre mais da metade delas eram os níveis baixos de Vitamina D (abaixo de 30 ng/ml); as mulheres que estavam acima desse nível tinha 10% de chances a mais de engravidar e um risco 15% menor de aborto espontâneo”, afirma a Dra Ana. “Nesse sentido, verificou-se que a Vitamina D é de suma importância no planejamento da gravidez”, acrescenta a ginecologista, que destaca que o sistema reprodutor feminino todo tem receptores para a Vitamina D.

A ginecologista acrescenta que a própria atuação da vitamina D no sistema imunológico também pode ter impacto na concepção, uma vez que pode evitar que a gestante rejeite a implantação do embrião, tanto na fertilização in vitro ou gravidez espontânea.

Já durante a gestação, níveis recomendados desse hormônio diminuem a incidência de problemas no período, como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia (pressão arterial elevada) e parto prematuro. “No caso do diabetes gestacional, ele acontece principalmente depois de 24 semanas, quando a placenta produz hormônios que são hiperglicemiantes. E esse aumento de glicemia fisiológica se não for contrabalanceada com uma qualidade de estilo de vida favorável, com exercícios físicos, dieta equilibrada rica em frutas, gorduras boas, vegetais, essa paciente pode desenvolver o diabetes gestacional e levar a complicações para o bebê”, afima a ginecologista.

Para evitar a carência da substância, a Dra Paola lembra que o recomendado é tomar 15 minutos de sol por dia. “Isso pode ser feito no momento em que você colocar o lixo para fora, levar o cachorro para passear ou estender as roupas”, afirma a dermatologista. “Não é necessário expor o corpo todo sem proteção: o rosto deve estar sempre com fotoprotetor e você pode expor o antebraço nesse período”, afirma a Dra. Ana.

Com relação à suplementação nesse período, o ideal é consultar um médico. “A suplementação indiscriminada de vitamina D não é recomendada, pois, em excesso, pode gerar efeitos tóxicos (até insuficiência renal nos casos graves)”, diz a Dra. Paola. “Caso você acredite que seus níveis de Vitamina D estão abaixo do recomendado, consulte um médico, que poderá constatar ou não essa deficiência e a causa do problema para prescrever a suplementação adequada de acordo com suas características”, diz a ginecologista. “No caso de gestantes, indicamos o consumo de 600 UI de Vitamina D ao dia para manter os níveis adequados”, finaliza a Dra Ana.

FONTES: DRA. ANA CAROLINA LÚCIO PEREIRA, DRA. PAOLA POMERANTZEFF

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terça-feira, 9 de junho de 2020

Transtornos alimentares podem levar à depressão

Por estarmos o tempo todo conectados, seja via celular, computador, televisão ou revistas, somos bombardeados por uma enxurrada de informações, incluindo padrões estéticos inalcançáveis que acabam interferindo na maneira como lidamos com o nosso corpo.

 

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Na tentativa de reproduzir tais padrões de beleza na vida real, muitas pessoas acabam desenvolvendo os chamados transtornos alimentares.

“Transtornos alimentares são condições médicas graves caracterizadas por mudanças e distúrbios no comportamento alimentar que podem afetar a saúde física e mental do paciente, causando desde emagrecimento extremo ou obesidade até ansiedade e depressão. No geral, restrição alimentar excessiva, rápida perda de peso, dietas radicais e obsessão com o peso e a forma física são sinais de transtornos alimentares”, explica a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

De acordo com a especialista, a causa exata dos transtornos alimentares ainda não é clara, porém, estudiosos acreditam que seja uma combinação entre fatores genéticos, biológicos, psicológicos e, principalmente, sociais. “Sabe-se, por exemplo, que a pressão social para se manter em um certo padrão estético pré-estabelecido, quando associada a uma baixa autoestima, pode tornar um indivíduo mais propenso a desenvolver transtornos alimentares. Por esse motivo, essas condições são tão comuns em adolescentes e jovens adultos. O que não quer dizer que apenas essa faixa etária possa sofrer com transtornos alimentares, já que esses podem afetar pessoas de todas as idades, gêneros, raças e pesos”, destaca a médica. Entre os transtornos alimentares mais comuns estão:

Anorexia: Indivíduos com anorexia enxergam o próprio corpo de maneira distorcida, como se estivessem sempre acima do peso. Por esse motivo, pacientes anoréxicos tendem a adotar dietas restritivas, realizar exercícios físicos excessivamente, evitar refeições em família e fingir se alimentar para evitar ganhar peso. “Logo, indivíduos que sofrem com anorexia perdem uma grande quantidade de peso, chegando a um nível extremo de magreza e desnutrição. Além disso, a condição pode causar também baixa imunidade, enfraquecimento dos músculos e dos ossos, taquicardia e até mesmo convulsões”, alerta a nutróloga.

Bulimia: A bulimia é um transtorno alimentar caracterizado por episódios de compulsão alimentar, onde o indivíduo perde o controle sobre a alimentação, seguidos pela indução do vômito ou uso de medicamentos laxativos e diuréticos para evitar ganhar peso. “Diferentemente da anorexia, o indivíduo que sofre com bulimia tende a apresentar um peso adequado. Por isso, é importante prestar atenção a sinais como ingestão exagerada de alimentos, vontade de emagrecer sem necessidade, idas ao banheiro após refeições e sentimentos de angústia e culpa após comer”, destaca a Dra. Marcella. Entre as complicações da condição estão problemas como constipação intestinal, rouquidão, desidratação, inflamação na garganta, cáries e pancreatite.

Transtorno da compulsão alimentar periódica: Pessoas com transtorno da compulsão alimentar periódica perdem o controle sobre a alimentação, comendo grandes quantidades em um curto período de tempo. Porém, ao contrário da bulimia, na compulsão alimentar periódica o indivíduo não tenta induzir o vômito e também não possui uma preocupação excessiva com o peso e a forma corporal. “Como resultado, pessoas com esse transtorno frequentemente sofrem com sobrepeso e obesidade. Sintomas da condição geralmente incluem incapacidade de parar de comer e a ingestão de alimentos de forma muito rápida e contínua durante todo o dia, mesmo quando sem fome. Esconder alimentos para comer depois em segredo também pode ser um indício do transtorno”, ressalta a especialista. Além disso, segundo a médica, indivíduos que sofrem com transtorno da compulsão alimentar periódica podem sentir sintomas emocionais como estresse ou tensão que só são aliviadas pelo ato de comer, constrangimento sobre o quanto está comendo e sentimento de culpa após ingerir uma grande quantidade de comida.

Outros transtornos alimentares incluem a alotriofagia (pica), caracterizada pela ingestão regular de substâncias que não são alimentos, o transtorno da ruminação, quando ocorre regurgitação após o consumo de alimentos, e a ortorexia, que é a obsessão por ingerir apenas alimentos considerados como saudáveis.

Mas, independentemente do diagnóstico, o tratamento dos transtornos alimentares deve ser feito o quanto antes, pois tais condições podem acarretar no desenvolvimento de outros transtornos mentais, como depressão e ansiedade, levando até mesmo ao suicídio. Além disso, não é incomum que pessoas com transtornos alimentares passem a utilizar drogas. Logo, caso você perceba que alguém próximo apresenta sinais de um possível transtorno alimentar, o mais importante é que você encaminhe o indivíduo para um médico, que poderá realizar um diagnóstico e indicar o tratamento adequado. “Geralmente, o tratamento para transtornos alimentares consiste em uma combinação entre psicoterapia, monitoramento médico, aconselhamento nutricional e uso de medicamentos para ajudar a restaurar o comportamento alimentar do paciente e restabelecer o peso considerado como normal para a idade e a altura do indivíduo”, finaliza a Dra. Marcella Garcez.

Por: DRA. MARCELLA GARCEZ

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Exercícios em Casa, sem Complicação


Você não precisa de academia para se manter em forma. Segue uma série de exercícios eficientes que podem ser feitos em casa, sem custo, e sem tomar muito tempo. Confira!

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domingo, 7 de junho de 2020

Aumento do uso de aparelhos eletrônicos durante período de distanciamento requer cuidado com os olhos

Para evitar a proliferação do novo Coronavírus, o Covid-19, muitas empresas adotaram o home office e muitas escolas suspenderam as aulas presenciais, fazendo a substituição por aulas transmitidas ao vivo ou conteúdo digital.

 

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Além das horas na frente da tela do computador voltadas às obrigações, com mais tempo livre em casa e opções de lazer ao ar livre limitadas, adultos e crianças tendem a optar por jogos eletrônicos, programas de televisão, redes sociais, entre outros, como formas de entretenimento. O resultado é um maior tempo de exposição à luz artificial dessas telas e, consequentemente, potenciais prejuízos à saúde ocular.

De acordo com o Dr. César Lipener, médico oftalmologista e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), esses novos hábitos que nos foram impostos deixam claro que não se pode deixar de acompanhar a inevitável exposição das luzes nocivas sobre os olhos. Ele explica que todos estamos habitualmente expostos à luz, seja ela natural ou artificial, mas as diferentes amplitudes têm diferentes efeitos sob o organismo.

“A luz azul-violeta nociva, presente em todos os ambientes, seja por raios ultravioleta (UV) do sol ou pela luz emitida por smartphones, tablets, computadores, entre outros, aumenta o estresse oxidativo, contribuindo para a aceleração do envelhecimento e morte das células da retina. A exposição excessiva a esse tipo de luz pode causar cansaço visual, dor nos olhos e dor de cabeça. Quanto maior for a exposição, maior a incidência desses sintomas e maiores os danos à saúde ocular a longo prazo”, alerta, acrescentando que estudos também demonstram que o uso exagerado da visão de perto associada ao uso de telas pode ter influência na evolução da miopia, um dos problemas oculares que mais cresce no mundo.

O que poucos sabem é que, simultaneamente, essas telas também emitem a luz azul-turquesa, que é benéfica para a saúde, principalmente em momentos de grande alteração nas atividades do dia a dia, como em quarentena. Ela é a responsável por estimular o reflexo pupilar e as partes do cérebro onde a melatonina é produzida, regulando a rotina de sono e beneficiando diretamente o nosso bem-estar de modo geral.

Dessa maneira, é importante o equilíbrio entre o bloqueio da luz azul-violeta e a passagem da luz azul-turquesa. É essencial proteger os olhos das luzes nocivas UV e azul-violeta e deixar passar a luz azul-turquesa benéfica para regular várias funções biológicas. ”Algumas atitudes simples podem ser tomadas para se proteger dos impactos desse excesso, como diminuir o tempo de uso dos aparelhos, fazer pausas, respeitar a distância mínima entre os dispositivos e o rosto, ou adotar lentes com proteção capazes de filtrar os raios nocivos mas deixando os benéficos passarem”, esclarece Lipener.

Ações durante o período de combate à epidemia beneficia quem segue em casa

De acordo com o Instituto Data Popular, estima-se que, no Brasil, mais de 20 milhões de indivíduos sofrem com problemas de visão (em torno de 10% da população) e, em muitos casos, isso acontece porque eles não têm acesso aos óculos de grau. Preocupada com esse grupo, incluindo aqueles que seguem no isolamento e necessitam de uma melhor performance visual com visão protegida, a Essilor, que é pioneira nas principais inovações para o mercado óptico, lançou a campanha Compartilhe Proteção.

Neste período de distanciamento social, ao comprar lentes que possuem proteção contra a luz azul, parte da receita da tecnologia de proteção será doado para o Instituto Ver e Viver é revertido em cestas básicas para famílias carentes.

Por: Carolina Ernst

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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Atividade física ao ar livre no isolamento: ‘ar viciado’ na máscara pode causar mal-estar e tontura

Muitas pessoas aderiram ao uso das máscaras de proteção para evitar a contaminação por Covid-19, mas elas também são importantes para proteger os outros – na medida em que alguns pacientes são assintomáticos.

 

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“Hoje sabemos que muitos pacientes apresentam Covid-19 sem sintomas, ou seja, estão contaminados e podem transmitir o vírus. É preciso existir uma consciência pelo coletivo, você usa a máscara para proteger o outro e o ambiente. Pensamentos individualistas precisam ser deixados de lado. Se todos usarem máscaras, diminuímos muito a propagação da doença”, afirma angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Academia Americana de Medicina do Estilo de Vida. No entanto, o isolamento social ainda é a medida mais eficaz e, em muitos casos, algumas pessoas descumprem a recomendação para fazer exercícios. “O exercício físico é benéfico nesse momento, mas é necessário tomar cuidado com a prática esportiva com uso de máscaras, pois o ar viciado dentro da máscara, aliado à dificuldade de respiração adequada, pode causar mal-estar e tontura”, completa a angiologista.

De acordo com a médica, o melhor a fazer é buscar treinos e atividades que possam ser feitas dentro de casa, com ajuda de aplicativos para ensinar os movimentos. Para quem tem quintal, uma boa sugestão é pular cordas. “Mas quando não dá para fazer o aeróbico, pode-se fazer exercícios isométricos, mais parecidos com pilates e yoga, disponíveis em aplicativos gratuitos. Para idosos, gestantes e crianças são recomendados os exercícios de baixo impacto, podendo fazer elevação lateral e frontal dos braços (para ombros) ou aquela bicicleta imaginária com as costas totalmente apoiadas no chão”, diz cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo. A recomendação é de pelo menos 15 minutos de atividade diária para evitar complicações.

No caso de quem não tem espaço e preferir fazer caminhadas ao ar livre, o ideal é que elas sejam mais leves, sem chegar ao seu limite. “Caso queira fazer exercícios mais intensos, tente usar máscaras com filtro de ar para facilitar a respiração ou substitua a máscara por bandanas, que parecem trazer mais conforto respiratório no exercício”, afirma a angiologista.

Segundo a dermatologista Dra. Kédima Nassif, estudo baseado na casuística de Hong Kong mostrou que o uso de máscaras cirúrgicas pode ser efetiva em reduzir a transmissão do COVID 19 em 64% (SARS transmission, risk factors, and prevention in Hong Kong). “Esse uso deve acontecer até mesmo dentro de um veículo. A orientação é de que o uso de máscaras dentro do carro deve acontecer se há mais de uma pessoa no carro, quando a troca de partículas do ar inalado é grande. O uso da máscara sempre deve ocorrer em caso de transporte coletivo”, diz a médica.

Mas é necessário evitar “furar” o isolamento sem necessidade. Isso por que o uso da máscara, embora altamente necessário, pode causar processos irritativos na pele. “Devido ao contato contínuo com materiais sintéticos, como no caso de máscaras cirúrgicas e N95, e ao calor, umidade, retenção de oleosidade e atrito de qualquer tipo de máscara, são cada vez mais frequentes nos consultórios de dermatologia queixas como piora da rosácea e acne, surgimento de dermatite perioral e irritação no rosto”, diz a dermatologista.

Para o tratamento dessas condições, um diagnóstico correto pelo dermatologista é fundamental, entretanto, algumas dicas podem ser úteis: se você pode manter o isolamento reduzindo a necessidade do uso do dispositivo, melhor para sua pele. “A manutenção de uma rotina de cuidados com limpeza adequada, tônico calmante e hidratação auxilia na manutenção do tecido cutâneo saudável. Dê preferência ao uso de máscaras de tecido em que a camada de pano em contato com a pele seja de algodão, o que reduz irritações. Se surgirem lesões exercidas pela pressão nos pontos de contato com a máscara, uma boa opção é o uso de protetores cutâneos à base de silicone, como alguns géis usados na prevenção de queloides e até do uso de fitas de silicone ou curativos a base de hidrocolóide fixados nos pontos da máscara que entram em contato com a pele e exercem pressão no rosto”, diz a Dra Kédima.

Qual máscara usar no dia a dia? Segundo o estudo “Testing the efficacy of housemade masks: would they protect in an influenza pandemic?”, as máscaras de tecido são apenas 15% menos efetivas do que as cirúrgicas e 5 vezes melhores do que não usar máscara no que tange a emissão de partículas. “Em outros estudos sobre a transmissão de Influenza, as máscaras caseiras tiveram eficácia de 40-95% na proteção contra a transmissão. “A máscara de pano tem efeito de proteção se todas as pessoas infectadas estiverem usando, é eficaz no uso coletivo, apesar de sua proteção individual ser menor do que uma máscara cirúrgica ou n95, utilizada por profissionais de saúde. Por isso é importante além do uso da máscara manter o isolamento social e manter um metro de distância, para minimizar ainda mais a propagação do vírus”, finaliza a angiologista.

Fontes: DRA. ALINE LAMAITA, DRA. KÉDIMA NASSIF 

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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Infecção Urinária


A infecção urinária é a presença de bactérias, fungos, vírus ou microorganismos em qualquer parte do trato urinário. Veja dicas para prevenir esse mal que atinge tantas mulheres.

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Uso excessivo do instagram na quarentena afeta autoestima e autopercepção dos adolescentes e jovens?

Durante o isolamento social, você já parou para pensar quantas fotos você posta por dia no Instagram?

 

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Ou quanto tempo você passar diariamente conferindo as fotos de influenciadores no seu feed? Pois é, essa quantidade de horas observando imagens milimetricamente editadas para atingir a “perfeição” já estava influenciando a realização de procedimentos estéticos em todas as idades, inclusive entre os adolescentes, mas agora com o isolamento – e o celular sendo o melhor companheiro de muitos – o perigo é muito maior. “A adolescência é uma fase na qual a autoestima ainda depende muito de uma boa aparência, logo, aparecer bem nas selfies torna-se quase que uma obrigação. Isso leva o jovem a procurar formas de se sentir melhor e a cirurgia é uma delas”, explica o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). “Entre os jovens, as queixas mais frequentes são: o formato do nariz, orelhas de abano e o tamanho dos seios, no caso das meninas.”

A verdade é que se os jovens millennials estão adiantando procedimentos estéticos para tratar sinais que ainda nem apareceram – e isso foi identificado há alguns anos como Dismorfia Snapchat ou Dismorfia Instagram – os adolescentes parecem ter embarcado na mesma onda, completamente influenciados pelas mídias sociais. Somente para ilustrar, um relatório publicado pela Fortune Business Insights, no começo desse mês, destaca que o tamanho global do mercado de implantes estéticos (mamários, dentários e faciais) deverá chegar a US$ 6,14 bilhões até 2026, exibindo um CAGR (taxa de crescimento anual composta) de 6,6% durante o período de previsão. Você imagina o porquê disso? “Desde o advento da Internet, o mundo mudou rapidamente para as plataformas de mídia social da comunicação cara a cara em busca de influenciadores.

Os millennials e a geração Z (nascidos entre 1995 e 2015) são incentivados a seguir certos padrões de beleza em várias plataformas de mídia social como Instagram, Facebook e Twitter, bem como em vários sites de namoro. Há também o desejo de receber ‘likes’ e obter mais ‘seguidores’ nas mídias sociais, especialmente na população adolescente, que pensa nisso como sua posição social. No total, esses fatores motivaram muitos jovens a se submeterem à cirurgia plástica. Vários homens e mulheres solteiros ainda estão passando por uma cirurgia de aprimoramento de beleza para ficar bem em mídias sociais e sites de namoro, o que está alimentando ainda mais a receita global do mercado de implantes estéticos”, diz o relatório da Fortune Business Insights, que ainda destaca que a América Latina deve exibir um crescimento notável no mercado de implantes estéticos e o Brasil tem um enorme potencial de crescimento. “Além disso, os pacientes adolescentes estão cada vez mais informados e seguros daquilo que os incomodam e o que pode ser mudado. Isso é influência de um mundo conectado e com grande disponibilidade de informação. As selfies apenas realçam o objeto do incômodo”, diz o médico.

Segundo o cirurgião plástico Dr. Mário, a geração das selfies tem relação também com a autopercepção estética das pessoas. “O fato de se ter uma câmera nas mãos a todo o momento é um convite para o autorretrato de todos os ângulos e em todas as situações. Isso gera frustração, pois sempre existe um ângulo que desagrada, principalmente porque se compara com fotos de outras pessoas nas redes sociais ignorando o fato de que muitas delas são super produzidas e manipuladas digitalmente”, diz o médico. “E os jovens são mais afetados por este fenômeno”, acrescenta.

Um alerta importante é feito com relação às câmeras dos celulares, que causam um efeito chamado Fish Eye, que distorce a imagem deixando o nariz, por exemplo muito maior do que é na realidade. Principalmente nas selfies, quando o celular fica a uma distância muito curta em relação à face. “Quanto mais paralelos os feixes de luz entram na lente da câmera, mais a imagem formada corresponde à realidade. Acontece que, no caso dos celulares, por conta do tipo de lente e da sua distância em relação à face (selfies), esses feixes entram de forma não paralela. É um fenômeno físico, que é minimizado no caso de fotos mais profissionais”, diz o Dr. Mário.

A iluminação e o ângulo são outros dois pontos importantes para uma boa foto e que podem influenciar na autopercepção. “Tudo é uma questão do contraste entre a luz e a sombra e o ângulo escolhido. Tanto é que nas fotos que tiramos antes e depois das cirurgias, tudo tem de estar padronizado para poder ser comparado. A distância entre a câmera e o paciente, a intensidade e direção da luz e o tipo de lente devem ser sempre os mesmos. Isso é tão importante, que em alguns congressos médicos, uma foto mal executada pode significar o insucesso de toda uma apresentação”, afirma o médico.

Quando um paciente percebe, por conta de sua foto, um nariz maior do que realmente é, o médico diz que a conduta correta é tentar fazer entender que aquilo não corresponde à realidade. “Isso pode ser feito, tirando a mesma foto com a distância e a câmera adequadas”, diz.

Já para o caso em que há uma indicação cirúrgica de fato, o cirurgião plástico argumenta que não existe problema em fazer cirurgia em adolescentes. “A indicação para uma cirurgia está mais ligada ao problema do que à idade do paciente.” Mas é importante uma boa conversa com o médico antes de qualquer procedimento. “As pessoas estão cada vez mais críticas, e isso gera uma expectativa maior em relação aos resultados de uma cirurgia. Procure um cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e busque também recomendações. Nesse momento, aproveite a telemedicina para explicar ao médico o que incomoda”, finaliza.

FONTE: DR. MÁRIO FARINAZZO

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