terça-feira, 30 de junho de 2020

domingo, 28 de junho de 2020

Coronavírus: é seguro pedir refeições por aplicativos ou delivery?

Desde que os estudos indicaram que o Novo Coronavírus consegue viver até três dias em alguns materiais, as embalagens de produtos de supermercado viraram alvo de desinfetantes, água sanitária e álcool, na tentativa de afastar os riscos de contágio.

 

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Mas, será que devemos nos preocupar também com as refeições que pedimos por meio de aplicativos ou telefone em sistema de delivery? “Se uma pessoa doente manipula a comida, os riscos não podem ser descartados, mas aquecer ou reaquecer alimentos deve matar o vírus. Como regra geral, não vimos que a comida é um mecanismo de disseminação”, a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. “Não há evidências de que a Covid-19 seja transmitida por meio de alimentos e, até onde se sabe, a comida não transporta o vírus. Um risco mais provável de contaminação está na embalagem”, diz a médica.

Segundo a médica, esse risco de contaminação da embalagem pode ser minimizado, esvaziando o conteúdo em um prato limpo, descartando a embalagem em um saco de lixo e lavando bem as mãos antes de comer. “Tire a comida do recipiente com uma colher e coma com garfo e faca, não com as mãos”, diz a médica. “No caso da compra de alimentos para cozinhar, as embalagens devem ser limpas com água e sabão, desinfetante, água sanitária ou álcool de limpeza 70”, explica a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Apesar disso, a nutróloga argumenta que, no momento de isolamento social, o melhor a fazer é cozinhar seu próprio alimento. “Ao manipular seu próprio alimento, você tem a opção de fazer escolhas mais saudáveis, que são limitadas quando observamos um cardápio pronto de um restaurante. É mais fácil também dosar a quantidade correta ao cozinhar, já que há a preparação prévia de porções de comida do tamanho adequado para você. Pense em seu prato como se fosse um gráfico de pizza. O ideal é que 50% desse gráfico seja composto de vegetais e legumes, 25% devem ser proteínas animais ou vegetais e os carboidratos, preferencialmente complexos, compõem os últimos 25%”, diz a Dra. Marcella.

No geral, segundo a médica, as refeições disponíveis nos aplicativos ou serviços de delivery são lanches, frituras e alimentos ricos em carboidratos. “Dá para fazer boas opções, mas não temos a noção da real porção dos ingredientes de cada prato. Pode vir, por exemplo, arroz e batata demais, em detrimento de proteína, verduras e legumes”, diz a médica.

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, uma forma positiva de lidar com o período de isolamento social é aproveitá-lo para criar novos hábitos mais saudáveis, como manter uma alimentação balanceada e cozinhar. “Esse é um bom momento para iniciarmos bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica. “Por exemplo, você pode usar esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para aprender a cozinhar e preparar refeições caseiras. Assim, além de comer mais saudavelmente, você ficará menos ansioso e mais relaxado, pois o hábito de cozinhar ajuda na redução do estresse”, diz a Dra. Beatriz.

Por fim, a médica nutróloga lembra que uma boa alimentação é essencial nesse momento, pois possui papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, sendo responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas. “Uma alimentação equilibrada, variada, colorida, com alimentos os mais naturais e funcionais possíveis, associada a uma hidratação adequada, certamente vai ajudar o organismo a ter respostas mais favoráveis do sistema imune”, finaliza a médica nutróloga.

Por: DRA. MARCELLA GARCEZ, DRA. BEATRIZ LASSANCE

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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Risco de infecção urinária em mulheres aumenta durante o inverno; saiba como prevenir

A infecção urinária é um problema muito comum entre mulheres durante todo o ano, afetando de 50% a 80% do público feminino em algum momento da vida, segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo.

 

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Porém, com a chegada do inverno, a incidência dessa condição em mulheres tende a ser ainda maior. “Isso porque, no inverno, ingerimos menos líquidos e, consequentemente, sentimos menos necessidade de urinar. E o ato de urinar é o responsável pela limpeza do canal da uretra. Logo, quando não ocorre com a frequência que deveria, as bactérias ficam retidas no local, aumentando as chances do surgimento de uma infecção”, alerta a Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). “Além disso, a mudança brusca de temperatura afeta todo o organismo, ocasionando uma queda na imunidade, o que pode facilitar a instalação de microrganismos prejudiciais.”

De acordo com a especialista, a infecção urinária, apesar de afetar também homens e crianças, é mais comum em mulheres devido as suas características anatômicas. “A uretra da mulher, além de ser mais curta do que a do homem, está mais próxima do ânus, o que favorece a passagem de microrganismos para a região”, destaca. Além disso, a condição também é comum durante a menopausa, já que as taxas de estrógeno, hormônio que protege o trato urinário, diminuem. “O risco de contrair a infecção urinária também aumenta após a relação sexual, pois a uretra sofre microtraumas que a tornam mais vulnerável às bactérias.”

Por isso, é importante investir em alguns cuidados para prevenir o surgimento da doença, principalmente durante o inverno. É fundamental, por exemplo, beber bastante água, já que o líquido ajuda a limpar as bactérias da bexiga e do trato urinário, e urinar com frequência. “É especialmente importante urinar após as relações sexuais para auxiliar na eliminação de bactérias da uretra. Além disso, devemos redobrar os cuidados com a higiene íntima, mantendo a vulva e o ânus sempre limpos com água e sabão. Porém, tome cuidado para não exagerar, pois a limpeza em excesso pode prejudicar o equilíbrio da flora da região, que é responsável por proteger contra microrganismos prejudiciais”, aconselha a ginecologista. É interessante ainda parar de fumar e de ingerir álcool, já que são substâncias que irritam o trato urinário. “Evite também roupas muito justas e que não permitam que a pele respire adequadamente, já que o calor e a umidade facilitam a proliferação de bactérias, e troque os absorventes íntimos com frequência”, recomenda.

Porém, caso você já esteja sofrendo com a condição, o mais importante é consultar um médico. “Entre os principais sintomas da doença estão dor ao urinar, febre, dor na região lombar, forte odor ao urinar e modificação da cor da urina, que se torna turva ou rosada”, alerta a ginecologista. Se não tratada, a infecção urinária pode avançar para os rins em um quadro conhecido como pielonefrite, condição grave que pode causar complicações que incluem infecção generalizada, necrose da pelve renal e insuficiência renal crônica. Daí a importância de buscar tratamento o quanto antes, já que, quando iniciado precocemente, as chances de complicações sérias diminuem consideravelmente.

Segundo a Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira, o tratamento vai variar de acordo com a gravidade do caso. Em casos mais leves, por exemplo, apenas aumentar a ingestão de água é suficiente, já que o próprio organismo se encarregará de eliminar as bactérias presentes no trato urinário. Já em casos graves, o tratamento requer o uso de antibióticos específicos para o tipo de bactéria encontrado na urina. “É fundamental que o tratamento seja seguido à risca, pois, principalmente em mulheres, as recidivas da doença podem ser frequentes e graves, necessitando, muitas vezes, de um tratamento mais prolongado que deve ser acompanhado de perto por um profissional especializado”, finaliza a médica.

Por: DRA. ANA CAROLINA LÚCIO PEREIRA

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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Aqui estão os 5 motivos para você desistir do celular pelo menos 2 horas antes de dormir

Estamos isolados, mas a tecnologia ainda nos une, seja por meio de videoconferências ou até mesmo telefonemas, resguardando nosso contato social – que é fundamental para a saúde mental.

 

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Mas se o seu melhor amigo nessa jornada tem sido o celular, saiba que é melhor começar a discutir a relação: os smartphones, direta ou indiretamente, podem ser responsáveis por piorar a qualidade do sono, aumentar o nível de estresse, causar manchas e rugas na pele, além de lesões nos dedos. Abaixo, médicos de diversas especialidades explicam porque deixar o celular de lado e buscar novas atividades pelo menos duas horas antes de dormir:

O celular prejudica seu sono

O uso da tecnologia é apontado como um dos grandes problemas que podem estar condicionando o sono de tantas pessoas. Cerca de 90% da população diz usar o celular, a TV ou outro dispositivo eletrônico até adormecer. “Esses dispositivos também emitem luz azul, e é essa luz que diz ao nosso cérebro para acordar e estar alerta pela manhã. Mas o problema é pior no caso do celular, já que ele fica mais próximo ao rosto. Então o uso desse dispositivo pode causar insônia ou piorar muito a qualidade do sono”, diz o médico Dr. Mário Farinazzo, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo. “Para dormir bem, fique longe de aparelhos como celulares, computadores e TV antes de se deitar e faça refeições mais leves à noite”, diz a médica ginecologista Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Ele também pode aumentar seu estresse

Segundo o Dr. Mário, durante o dia, acumulamos pensamentos e temos a liberação hormonal do cortisol. “E, à noite, que é, teoricamente, o momento que devemos desligar, com essas mudanças na rotina por conta do isolamento, ocorre o pico dessa ansiedade, pois não tivemos um dia equilibrado e não conseguimos processar toda a informação. Por isso, normalmente, muitas pessoas não conseguem dormir ou descontam na comida quando a noite chega”, diz o médico. O problema é que o celular pode potencializar muito esse processo, já que – mesmo que você use para distrair a cabeça, é difícil passar imune às redes sociais. E nesse momento, somos bombardeados de informações a respeito do Covid-19. “Essa não é uma maneira eficiente de relaxar antes de dormir. Especialmente porque, frequentemente, o que estamos vendo nas notícias pode nos causar ansiedade ou estresse, mesmo antes de dormir, quando estamos tentando desacelerar e relaxar”, diz a médica Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira.

A luz azul também causa manchas

Não bastasse causar problemas de sono e aumento de estresse, o celular também está relacionado a problemas estéticos. O primeiro deles é a mancha. “A exposição diária e excessiva diante do computador e celular, por exemplo, pode trazer malefícios como contribuir para o envelhecimento da pele, por causa da radiação emitida, além de ajudar quanto ao aparecimento de manchas. Estamos cada vez mais expostos ao que vem sendo chamado de envelhecimento digital, ou ainda de envelhecimento 3C – cidades, computadores e comunicação sem fio”, afirma Isabel Luiza Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia, embaixadora do CIA – Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas, e Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica – ABEC. Segundo a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, a luz azul é proveniente dos smartphones, tablets e computadores, sendo considerada a porção mais energética da luz visível e está relacionada a diversas patologias como melasma, envelhecimento e câncer de pele. “Mesmo não sendo um conceito novo, é necessário pontuar que a luz visível continua sendo um perigo. Presente na nossa rotina diária, ela é capaz de promover a médio e longo prazos um quadro de eritema mesmo que subcutâneo, mas já suficiente para gerar a presença das sunburn cells (ou células que sofreram alterações importantes pela radiação ultravioleta apresentando degeneração no seu DNA, promotoras mais tarde da possibilidade de cancerização). A luz visível atua no estímulo da melanogênese, resultando em manchas”, afirma a médica. Então, se você precisa trabalhar com o celular o dia inteiro, use protetor solar. Durante a noite é o momento ideal para esquecer que seu smartphone existe!

Cuidado com o tech neck

Você conhece as rugas tech neck? Esse termo surgiu com a imprensa especializada americana e se tornou uma das novas preocupações mundiais em skincare, pois o constante dobramento da pele do pescoço em movimentos repetitivos para olhar o celular tem aumentado a procura por tratamentos preventivos e corretivos das rugas e linhas do pescoço. “A inclinação frequente da cabeça para baixo para olhar o celular, tablet ou outro dispositivo acelera o processo de envelhecimento no pescoço e isso foi citado inclusive por um estudo da Universidade de Chung-Ang, na Coreia do Sul, sobre uma nova técnica para rejuvenescer a pele da região: o artigo dizia que mulheres a partir dos 29 anos já apresentam vincos nessa área, enquanto o natural seria depois dos 40”, diz a dermatologista. “O estudo afirmava que, recentemente, o número de pacientes com rugas do pescoço vem aumentando. Além disso, um número crescente de pacientes jovens apresentou essa condição, possivelmente devido ao efeito da postura que eles adotam ao olhar para baixo quando usam smartphone ou outros dispositivos. Esses movimentos repetitivos formam sulcos, como se fossem “colares cervicais” nessa região”, afirma a Dra. Claudia Marçal.

Suas mãos e seus dedos pedem uma pausa

Hoje em dia é comum observar pessoas que não largam o celular por nada e passam o dia todo digitando e enviando mensagens. Porém, muitos desconhecem que o hábito de realizar sempre o mesmo movimento com os dedos para digitar, ou até mesmo segurar constantemente o dispositivo com uma das mãos, pode favorecer o aparecimento de uma série de problemas. Estudo conduzido pela Universidade de Gothenburg, na Suécia, afirma que o polegar é uma das áreas mais sensíveis, por conta dos movimentos altamente repetitivos, que têm sido identificados como um potencial fator de risco para distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao uso de telefones celulares. A repetição excessiva do mesmo movimento pode causar um efeito inflamatório e, posteriormente, degenerativo nas articulações e tendões dessas regiões. Segundo a angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Academia Americana de Medicina do Estilo de Vida, o melhor a fazer é usar o expediente noturno como pauta e, não apenas para realizar alongamentos da região comprometida, como também estimular a circulação.

O que fazer de noite para ‘suprir’ as horas no celular? A dica é substituir essas tecnologias por tarefas realmente relaxantes. “Tente fazer algum tipo de leitura ou meditação, principalmente próximo ao horário convencional que você dormia antes do isolamento social”, diz o Dr. Mário. Outros rituais que podem ajudar é tomar um banho, acender uma vela e usar produtos e hidratantes faciais com aromas calmantes, como lavanda e sândalo.

Outra dica importante é com relação às práticas de meditação e bons hábitos. “Mindfullness, por exemplo, significa viver em atenção plena, ou seja, conseguir literalmente vivenciar os momentos, desde os mais simples com todas as suas características emocionais e sensoriais, sem distrações. O mindfullness pode ser usado para qualquer pessoa que queira começar alguma prática de meditação mas que não sabe como dar os primeiros passos. Essa prática está relacionada à gerência de estresse, melhora de concentração e melhora de produtividade”, finaliza a Dra. Aline.

Fonte: DRA. ALINE LAMAITA, DRA. ANA CAROLINA LÚCIO PEREIRA, DRA. CLAUDIA MARÇAL, DR. MÁRIO FARINAZZO, ISABEL LUIZA PIATTI

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Que tal tomar um chá de gengibre, canela e anis?


Gosta de tomar chá? Veja a receita de um chazinho que além de saudável, proporciona bem-estar imediato.

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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Na quarentena, aposte nos alimentos in natura e evite os ultraprocessados; entenda a diferença

Mais do que nunca, precisamos estar atentos à alimentação. Porém, ainda existe muita desinformação e dúvida sobre a origem dos alimentos e sua qualidade nutricional.

 

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Por exemplo, você já deve ter ouvido falar que é necessário diminuir o consumo de alimentos processados na quarentena, pois eles trazem malefícios à saúde.

Mas, afinal, o que são esses alimentos? Todo alimento processado é realmente ruim? Qual a diferença entre alimentos processados e ultraprocessados? “Como a gente sai menos para comprar os alimentos, é melhor investir naqueles que duram mais tempo. Mas isso não quer dizer que a comida não precisa ser saudável. Então, temos que relembrar que devemos consumir verduras, legumes, frutas e alimentos ricos em nutrientes”, afirma o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo. Mas qual são esses alimentos ricos em nutrientes?

Alimentos in natura e minimamente processados: De acordo com a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, os alimentos in natura são aqueles obtidos de plantas ou animais que chegam ao consumidor sem terem passado por nenhum tipo de processamento. “Já os alimentos minimamente processados são os alimentos in natura que sofreram alterações mínimas na indústria através de processos como secagem, pasteurização, fermentação ou congelamento para torná-los mais acessíveis e seguros. No entanto, a eles ainda não foram adicionados sal, açúcar ou outra substância”, explica. Dessa forma, nessa categoria se enquadram alimentos como frutas, legumes, verduras, hortaliças, grãos, nozes, leite (sem aditivos e açúcar) e ovos. “Geralmente, são alimentos que não contam com lista de ingredientes como aqueles encontrados no mercado. Eles são os próprios ingredientes”, afirma a médica. “Essa alimentação está ligada à manutenção do sistema imunológico em dia. As pessoas com sistema imunológico mais forte vão enfrentar o novo vírus com maior destreza. Existem inúmeras vitaminas importantes nesse processo, dentre elas a vitamina C, presente na laranja, limão, mexerica, abacaxi, goiaba, maçã, repolho, acelga, espinafre, berinjela, entre outros”, afirma o Dr. Mário Farinazzo.

Alimentos processados: “Alimentos processados são produtos derivados diretamente de alimentos in natura, mas que passaram por um processo de adição de sal, açúcar, óleo ou vinagre para torná-los mais duráveis e agradáveis ao paladar. Por ser um processo que altera a qualidade nutricional dos alimentos, o consumo exagerado de produtos processados pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade. São exemplos de alimentos processados produtos como legumes em salmoura ou pratos congelados, extrato de tomate, carne seca, frutas em calda, queijo e pães.”

Alimentos ultraprocessados: Alimentos ultraprocessados, segundo a médica, são formulações industriais fabricadas a partir de substâncias extraídas ou derivadas de outros alimentos (sal, açúcar, óleos, proteínas e gorduras) e sintetizadas em laboratório (corantes, aromatizantes, conservantes e aditivos). “No geral, os alimentos ultraprocessados possuem sabor mais agradável e um grande prazo de validade, mas são pobres nutricionalmente e ricos em calorias, gorduras e aditivos químicos, favorecendo então a ocorrência de deficiências nutricionais, doenças do coração, diabetes, colesterol e obesidade”, alerta a especialista. Por isso, o ideal é evitar alimentos como bolachas, guloseimas, sorvetes, salgadinhos de pacote, refrigerantes e bolos prontos para o consumo. “Uma boa estratégia é evitar deixar em casa muita oferta de alimentos muito ricos em açúcar e gordura, como chocolates, bolos e doces, que devem ser consumidos com bastante parcimônia”, diz o médico Dr. Mário Farinazzo.

Então, para aqueles que pretendem adotar uma alimentação balanceada, basta seguir a dica da Dra. Marcella Garcez: “A regra de ouro para uma alimentação adequada e saudável é optar sempre pelos alimentos in natura ou minimamente processados, assim como as preparações culinárias, evitar os alimentos processados e restringir ao máximo o consumo dos alimentos ultraprocessados”, finaliza a nutróloga.

FONTE: DRA. MARCELLA GARCEZ, DR. MÁRIO FARINAZZO

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terça-feira, 23 de junho de 2020

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